
O varejo paulista teve um aumento expressivo de vendas no início do segundo semestre, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), da FecomercioSP. De acordo com a pesquisa, o setor faturou R$ 66,3 bilhões no mês de julho, um crescimento de 6,8% nas receitas em relação ao mesmo período do ano passado.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, entre julho de 2019 e o mesmo mês de 2020, a alta foi de 1,7%.
De acordo com a pesquisa, que utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista, seis de nove das atividades analisadas registraram recordes para o mês dentro da série histórica, configurando o melhor julho dos últimos 13 anos para dois terços dos ramos varejistas pesquisados.
Após um primeiro semestre de baixas no setor, onde o varejo encerrou o período de janeiro até julho com queda de 1,8% no faturamento real, os resultados se mostram animadores, diz a Fecomércio em nota.
De acordo com a entidade, os números refletem as consequências das restrições nos fluxos de pessoas por causa da pandemia, cenário onde a população manteve o consumo de bens essenciais (em supermercados e farmácias) e reduziu a demanda por produtos como roupas e móveis, por exemplo. Pesquisa aponta a influência da chegada do auxílio emergencial às famílias a partir de abril, principalmente em atividades como materiais de construção.
Entre janeiro e julho, o varejo paulista vendeu pouco mais de R$ 414 bilhões – liderado pelos supermercados, cujas receitas se mantiveram dentro da média de R$ 22,6 bilhões por mês
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