
A semeadura da safra de soja 2020/2021 fica liberada a partir desta quarta-feira (16), com o fim do vazio sanitário. O ciclo deve apresentar novo recorde de produção, com quase 45% do cultivo já comercializado.
Estimativa da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS) é que a área de plantio aumentará 7,55% em relação ao ano passado, passando de 3,389 milhões para 3,645 milhões de hectares.
Levantamento do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SigaMS) estima aumento de 2,35% no volume de produção de grãos, passando de 11,325 milhões de toneladas na safra 2019/2020 para 11,591 milhões de toneladas na safra 2020/2021. A expectativa é de que produtividade desta próxima safra fique na casa das 53 sacas por hectare.
Segundo a Associação não há problemas em semear a soja neste período, já que o estado, nos últimos 8 anos, apresentou maior concentração (62,4%) de semeadura entre os dias 9 e 30 de outubro.
O custo de produção total 2020/2021 teve em média um aumento de 6% em relação ao custo de 2019/2020. A variável principal responsável por esse custo foram as sementes, com um aumento médio de 15%.
A elevação dos preços de insumos para safra 2020/2021 ocorreu principalmente pela desvalorização do real em relação ao dólar. Ao mesmo tempo que essa desvalorização impulsionou a exportação, trouxe custos mais elevados para o produtor rural.
De acordo com Aprosoja/MS a demanda pela oleaginosa sul-mato-grossense se dá principalmente pela China, cerca de 70% da exportação da soja do estado abastece o país chinês.

